Oi gente! Esse post pode decepcionar alguns de vocês e impressionar outros, mas precisava fazer este desabafo. Ando num super conflito interno desde que ingressei na faculdade de jornalismo e percebi como existe um certo “padrão” para as mulheres do meio. Como assim? Bem, eu sempre tive muito interesse em moda, música, cinema, um ramo mais cultural do jornalismo. Claro que eu não era a única pessoa da turma com grande apreço por essa área, porém quando eu cito minha paixão por moda, escuto coisas que eu nunca imaginei ouvir, como “que fútil”. Fútil é uma palavra extremamente forte e que me marcou muito durante esses dias que eu fiquei sem postar por aqui. Passei os dias pensando: será que o blog é realmente fútil e não vale a pena investir em algo que envolva moda no conteúdo? Me senti estúpida. Aposto que se fosse um homem, seria diferente, original e de extrema coragem criar um conteúdo fashion online para este público.
            Porque é um problema gostar de moda e ser mulher? Isso não me torna pior que ninguém ou menos “culta” que ninguém. A única coisa que esse fato diz sobre mim é que tenho interesse por uma parte específica do jornalismo, é crime? Ao mesmo tempo que gosto de ler outros blogs com o mesmo tipo de conteúdo, acesso jornais online diariamente, blogs sobre política, participo de movimentos sociais, apoio ONGs na minha cidade e, nem por isso, eu deixo de gostar de moda. Assim como no título, queria que todas nós, mulheres, pudéssemos ser como Carrie Bradshaw: ter um bom emprego onde eu me sinta feliz mesmo nas segundas-feiras, comprar aquele closet maravilhoso (cheio de sapatos Manolo Blanik) e aprender a resolver meus problemas de relacionamento de forma tão madura quanto ela. Na série, Carrie passou por alguns momentos semelhantes a esse por ser uma mulher, por se apaixonar, por andar de saia e salto alto em todos os lugares. Me senti reprimida e taxada como uma menina vazia, que só pensa em estética e nada além da imagem, é importante. Eu sei que sou bem mais que somente isso e sei que me interessar por um ramo que valoriza esses ideais não me torna “fútil”. Penso que a única pessoa fútil é quem pensa que alguém que se preocupa com a roupa que usa para ir num jantar ou numa festa, não pensa em mais nada. Sejamos um pouco mais Carrie, mais Audrey, mais Blair e nunca deixem que te limitem, te taxem. 
         
               Até o próximo post!

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19 anos - Estudante de jornalismo - Carioca, mas reside em Minas - Pensa que é blogueira

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